sexta-feira, 27 de novembro de 2009

(Ainda assim...) Encontramo-nos muitas vezes.



Há músicas que não pagam portagem, que não pagam taxas. Mal as ouvimos, viajamos como que de repente. E isto acontece comigo. Acontece com todos. Esta música reporta-me ao dia em que a minha tia-avó (avó, tão somente... ela sabe-o) fez com que me ligassem. Ouvi-a quando aconteceu. Sozinho, a três mil quilómetros de casa. Digo isto, mas não penso em ti. Vivi tudo a distância, uma vez mais. Não pude estar perto fisicamente... como estive noutras alturas. Dai ainda me custar a engolir.
Lembro-me como fosse hoje o que cada um deles me disse. O grau de consciência e carinho, contrariando todos os médicos, diagnósticos e prognósticos. Digo isto mas não penso neles. Sempre foram lutando até ao fim.
É só que com isto, e sem me lembrar de nenhum de vós, me deixaram confuso e com uma sensação inacabada. Como a "educação é muito bonita", e voltei de Portugal há uns dias... não tive tempo de me despedir. Não que pense em vocês, não não! Só mesmo porque é de bom tom dizer que retornei "ao estrangeiro" para continuar esta jornada tão apoiada por vocês. Mas com as pressas e o pouco tempo que aí estive, não vos vi a tempo de me despedir. É isso, não me despedi de vocês. Assumo e desculpo-me publicamente.
Até já Avô. Até já Avó.

(E isto porque não penso em ti. Não penso em vós............................)



.LittleCharles

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