domingo, 10 de julho de 2011

O sentido e a falta dele.


O sentido e a falta dele. Nós damos sentido ao que achamos que o tem. O oposto não nos faria sentido... simplesmente porque não nos mentalizamos que esse era o sentido correcto. Ou não queremos. Ou nascemos com um gene que nos diz que aquele não é o sentido correcto, mesmo que seja o errado. Mas dizem que somos livres. Livres de optar. Opto pelo que acho certo, diante do conceito que tenho de certo. Mas... então já não estarei influenciado?
Viro tudo ao contrario. Não aceitando o que acho não ser certo. Afinal, não depende tudo de mim? Sou um deus meu... um deus que depende da minha vontade, que depende da minha conduta. Um deus que depende tão somente de mim. Sempre com o poder de modificar as regras do jogo. Mudo o certo pelo incerto (corrijo: "suposto certo pelo suposto incerto"). Fará agora sentido? Não... sentido só faz aquilo que eu quiser que faça sentido. Se calhar já nem me apetece atribuir sentido nenhum. Opto por não mexer uma palha. Aceito... tão somente aceito.
Neste preciso momento, já estou influenciado.

.LittleCharles

sábado, 2 de julho de 2011

Sem filtro.

Tic-tac incessante. A "música das horas" nunca fez tanto sentido. E voltar...! De tempos partilhados e vividos... do entrelaçar, do sentir tudo ao mesmo tempo e com a intensidade máxima. Sem se deixar atormentar. A correria para o comboio... as horas perdidas, tão bem perdidas (entenda-se "perdidas"), tão depressa encontradas. De tempos ... esforços... vontades e afinidades. Da contemplação... tão somente da contemplação. Da simplicidade de tudo complexo que nos envolve. E sim, simplificamos. Simplifica-se. Fico perplexo com toda esta magia...! Se agradeço? Pois claro que sim. Nunca um obrigado foi tão sentido. Nunca um texto foi tão incompreendido. Nesta incompreensão fica a razão, a sensação e a paixão. Incompreendido? Talvez não... faz sentido ser relido num lugar sombrio, com vista para um clarão.

.LittleCharles