quarta-feira, 27 de maio de 2009

Horácio e os mistérios...




"Um dia também seremos capazes".

(Clicar em cada imagem para aumentar).

.LittleCharles

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A vida trajada a rigor!


Engane-se quem passa. O preto é tudo menos luto. É festa. Tudo feliz, tudo a cometer loucuras, até a do perdão. A queima das fitas é isto mesmo. A festa do exagero, do inicio, do final.

    Muitos caracterizam-na pela sua intensidade assim como pela sua brevidade. Correm sorrisos, lágrimas, suspiros de alívio, saudade do que ainda não acabou, receio do futuro que ainda não chegou... e as seis da manhã, com o “copito” a mais no meio do barulho, reina o silêncio.

     É aqui que paro. Olho em redor... apercebo-me que o que marca a nossa adolescência, não é a entrada na faculdade nem a saída desta. O que nos distancia de uma criança está, de forma personificada, bastante notório em todo o estudante que se veste a rigor. A capa negra.

     Assim como na vida, a altura de trajar compara-nos ao “crescimento” (chamemos-lhe assim). Por esta altura somos tudo menos puros. Estamos com tantas defesas que nos sentimos pesados. Deixamos de ser crianças... deixamos de ser sinceros como éramos quando víamos uma pessoa gorda. Deixamos de fazer o que deveria ser o acertado, sem orgulhos, sem ressentimentos. Deixamos de ser nós para passarmos a ser frutos da sociedade, abrigando-nos de tudo que esta tem de pior (que é mais de metade). Simplesmente deixamos.

E o que as pessoas (ainda mais velhas) dizem disto? “Estás a crescer”. Crescer pelos visto e isso mesmo, é levar “patadas” e defendermo-nos de uma próxima. Crescer deve ser “nascer uma coisa e morrer outra”. É... deve ser isso. Quando damos por nós, estamos assim: vestidos de preto (de luto com a vida), e com uma capa que faz um calor tremendo, mas que nem assim a deixam de usar em dias de sol.

  Desculpem se não me virem trajado, desculpem se sou muito “criança” para a minha idade. Se me desculparem, eu desculpar-vos-ei também. Quando estiverem trajados a rigor, tracem a capa em prol da tradição, apenas. Se assim o fizerem, podem acabar o curso como adultos, sem terem de voltar ao ensino básico. Cresçam sem a capa, senhores doutores!

 

.LittleCharles

Um velho/novo amigo...


Há pessoas marcantes. Há momentos marcantes. Há coisas que marcam. Por isso decidi dar a conhecer, um velho amigo. Conhecemo-nos desde pequeninos. A nossa relação não e como a de Voltaire com Deus, que dizia “Cumprimentamo-nos mas não nos falamos”. A nossa relação é mais uma amizade de infância, mais de “Cumprimento-o e ele, à sua maneira, lá me vai dando respostas”.

O seu nome é Horácio. E vai fazer parte, esporadicamente,  deste rascunho que faço de quando a quando. De braços pequeninos e cabecinha grande, mostra-nos que podemos ir onde quisermos, que não existem barreiras, diferenças ou limitações. Ensinou-me a mim. Hoje passo o testemunho.

Bem vindo, Horácio.

 

 

.LittleCharles




(Clicar na imagem para aumentar).



sábado, 2 de maio de 2009

Cruzamentos que marcam a diferença...


Diferenças caracterizam-nos, moldam-nos. Ao mesmo tempo, são elas que nos despertam a atenção, que nos fazem “fazer reparar”.

Todos nós somos assim, diferentes à nossa maneira, bem própria, bem característica. Parte de nós, e somente de nós, controlar a nossa diferença e conduzi-la na direcção certa. Como em tudo na vida, a certa altura deparamo-nos com vários caminhos e todos sabemos que só podemos optar por um. E aí somos livres. Aí pela primeira vez somos livres. Livres de optar, livres de utilizar os nossos próprios meios, sejam eles uma simples bússola ou um mais complicado astrolábio. Mas somos sempre livres de usar o que quisermos.

Aquando da opção tomada, começamos a criar a nossa própria diferença.

Se aos nossos olhos, o caminho tomado não foi o dito, “correcto”… não faz mal. Há de ser o correcto para outro alguém. Aí não podemos ser egoístas. Aí deixamos as pessoas viverem a sua diferença, nunca esquecendo o local, dia, hora, minuto, segundo que a decisão foi tomada. Seguimos a estrada divergente, olhando para trás, vivendo inconscientemente do passado. A diferença, fez com que não vivêssemos na mesma casa, optando livremente por sermos vizinhos de coração.

E sempre que me sinto só, (apesar de ver da janela a felicidade da minha vizinhança) vou aquele cruzamento que marcou a diferença… onde tudo começou, onde tudo acabou.




.LittleCharles