quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Obrigados, namoradas


"Sei que as mulheres que nos amam não nos amam de maneira diferente, mas, como nunca se sabe, deixei-as de fora, falando apenas pelo meu género: a malta.

Minha amada querida. O meu pai, logo depois de se ter apaixonado pela minha mãe, disse-lhe, em pleno namoro (ela uma mulher inglesa casada, com uma filha pequena; ele um solteirão português): "Se soubesses quanto eu te amava; destruías-me já." E disse a verdade. Era tanto o amor e o ciúme que lhe tinha, que fez mal à mulher que amava, minha mãe, e mal ao homem que a amava; ele próprio; meu pai.

O amor é um castigo; é um desespero; é um medo. O amor vai contra todos os nossos instintos de sobrevivência. Instiga-nos a cometer loucuras. Instiga-nos a comprometermo-nos. Obriga-nos a cumprir promessas que não somos capazes de cumprir. Mas cumprimos.

Eu amo-te. E não me custa. É um acto de egoísmo. Mesmo que tu me odiasses mas te odiasses tanto a ti própria que não te importasses de ficar comigo, eu seria feliz e agradeceria a Deus a tua inconsciência; a tua generosidade; qualquer estupidez ou inteligência que te mantivesse perto de mim.

A sorte não é amar-te nem tu me amares. A sorte é ter-te ao pé de mim. Tu podes estar enganada. Deves estar enganada. Mas ninguém neste mundo, por pouco que me ame ou muito que te ame, está mais certa para mim.

Obrigado."

M.E.C. in Público


(no mínimo curioso...!) .LittleCharles

domingo, 7 de fevereiro de 2010

"António Pinho Vargas" em vocês.


Uma música que me faz pensar. Um grande senhor. Conheci-a através de um blog. Fazia-o lembrar o pai. Associava-a a ele. Eu associo-a a mim. Tão somente... e consigo tão somente associa-la a tanta gente ao mesmo tempo. Consigo que em, mais ou menos, seis minutos estejam todos aqui. Mais de seis minutos... oh, bem mais! Gosto de prolongar o momento. Sempre gostei... e há coisas que não há necessidade mudar.


.LittleCharles