Diferenças caracterizam-nos, moldam-nos. Ao mesmo tempo, são elas que nos despertam a atenção, que nos fazem “fazer reparar”.
Todos nós somos assim, diferentes à nossa maneira, bem própria, bem característica. Parte de nós, e somente de nós, controlar a nossa diferença e conduzi-la na direcção certa. Como em tudo na vida, a certa altura deparamo-nos com vários caminhos e todos sabemos que só podemos optar por um. E aí somos livres. Aí pela primeira vez somos livres. Livres de optar, livres de utilizar os nossos próprios meios, sejam eles uma simples bússola ou um mais complicado astrolábio. Mas somos sempre livres de usar o que quisermos.
Aquando da opção tomada, começamos a criar a nossa própria diferença.
Se aos nossos olhos, o caminho tomado não foi o dito, “correcto”… não faz mal. Há de ser o correcto para outro alguém. Aí não podemos ser egoístas. Aí deixamos as pessoas viverem a sua diferença, nunca esquecendo o local, dia, hora, minuto, segundo que a decisão foi tomada. Seguimos a estrada divergente, olhando para trás, vivendo inconscientemente do passado. A diferença, fez com que não vivêssemos na mesma casa, optando livremente por sermos vizinhos de coração.
E sempre que me sinto só, (apesar de ver da janela a felicidade da minha vizinhança) vou aquele cruzamento que marcou a diferença… onde tudo começou, onde tudo acabou.
.LittleCharles
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